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07/07/2021

Como limpar superfícies e objetos para prevenir o coronavírus?

Em meio a todo caos provocado pela pandemia, você já se deparou borrifando álcool em todos os itens que entra em sua casa, incluindo embalagens de comida e compras do supermercado? Se essa cena é comum para você, saiba que não está sozinho. Para evitar a propagação da Covid-19, muitas pessoas têm adotado esse tipo de “cuidado”.

Entretanto, do ponto de vista científico, fazer todo esse processo pode ser um exagero. Isso porque, de acordo com alguns especialistas, a probabilidade de o vírus entrar no seu organismo e gerar os já conhecidos problemas a partir de uma sacola contaminada, por exemplo, é bem menos comum do que se imaginava.

Contudo, vale deixar claro que isso não significa ser impossível que a contaminação ocorra após tocar em uma maçaneta contaminada e, em seguida, coçar os olhos ou levar a mão à boca. Quer saber mais sobre esse assunto? Então, continue a leitura!


Como funciona a contaminação de superfícies pelo coronavírus?

Desde o início da pandemia, muito se estudou sobre a capacidade do novo coronavírus em se instalar sobre diferentes superfícies, bem como a sua permanência nesses locais. Para esclarecer esses pontos, pesquisadores passaram a analisar quartos que acomodam pacientes contaminados pelo vírus e puderam perceber cargas genéticas do Sars-CoV-2 em toda parte — do leito até o teto, incluindo saídas de ar e chuveiros.

Dentre outros estudos, pode-se comprovar que os fragmentos do vírus se mantinham ativos por algumas horas ou até mesmo dias após deixar o organismo do receptor. Geralmente, essa variação se dá em razão do material em que esses fragmentos eram depositados — e foi a partir daí que surgiu a preocupação em higienizar bem superfícies e objetos para se prevenir do coronavírus.

Por outro lado, com o passar do tempo e a inclusão de novos estudos e descobertas, percebeu-se que o risco de infecção tende a ser menor, a partir de superfícies contaminadas, do que se imaginava anteriormente. Em maio de 2020, por exemplo, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos emitiram um alerta avisando que tocar em objetos contaminados não era de fato um dos canais mais relevantes para a transmissão do vírus.

Entretanto, vale ressaltar a necessidade de levar em conta diversas circunstâncias, como a carga viral, material da superfície em questão, tempo de permanência do vírus, condições climáticas e inúmeros outros fatores importantes. Ademais, não tão raro, o material encontrado pode nem mesmo ser capaz de invadir um organismo, já que se encontra apenas sua estrutura, ou seja, a carcaça do Sars-CoV-2.


Afinal, devo ou não me preocupar com a limpeza de superfícies?

O contato com o vírus, seja ele por meio de superfícies e objetos contaminados, pode sim gerar um risco de infecção de uma pessoa saudável. Porém, como já destacamos, é preciso analisar uma série de fatores para determinar se de fato a contaminação ocorreu pelo contato com determinados itens, já que ter acesso a pessoas doentes também pode gerar perigo, uma vez que o vírus pode ser transmitido através das gotículas de saliva expelidas através de espirros, tosses ou apertos de mãos, por exemplo.

Diante desse contexto, o ideal é evitar levar a mão à boca e olhos após tocar em objetos potencialmente arriscados como celulares, mesas, brinquedos, teclados e mouses, maçanetas entre uma série de outros itens — pelo menos não antes de higienizar corretamente as mãos com água e sabão ou álcool 70%.

Já em relação a limpeza das superfícies, utilizar uma mistura simples de água com qualquer tipo de sabão para uso comum, como detergentes, por exemplo, ou água sanitária a 0,1% e álcool a 70% já é suficiente para eliminar qualquer risco. Por outro lado, em se tratando de um material tóxico, deve-se ter cuidado com a água sanitária (hipoclorito), já que sua aspersão pode causar danos ao trato respiratório.


Quais as medidas para conter a transmissão do vírus?

O principal aspecto para conter a disseminação da Covid-19 e evitar infecções por meio de superfícies contaminadas é, sem dúvidas, lavar bem as mãos sempre que possível, além de abandonar o hábito de levá-la ao rosto com muita frequência.

Sempre que sair para fazer suas compras ou receber alguma encomenda em casa, procure higienizar as próprias mãos após manipular as embalagens e sacolas. Outro cuidado importante, mas que também é uma prática válida para qualquer período, independentemente da pandemia, é higienizar os objetos que podem estar em contato direto com a boca, como o bocal de latinhas de refrigerante, por exemplo.

Outro ponto importante é, caso esteja em um local de atenção à saúde, redobre a sua atenção e cuidados de prevenção. Para tanto, use máscaras, respeite o distanciamento social e recorra ao álcool em gel na concentração de 70% sempre que necessário.

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